domingo, 4 de janeiro de 2009

Forjando a Armadura

Nego submeter-me ao medo,


Que tira a alegria de minha liberdade,


Que não me deixa arriscar nada,


Que me torna pequeno e mesquinho,


Que me amarra,


Que não me deixa ser direto e franco,


Que me persegue,


Que ocupa negativamente a minha imaginação,


Que sempre pinta visões sombrias.


No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.


Eu quero viver, não quero encerrar-me.


Não quero ser amigável por medo de ser sincera.


Quero ser firme porque estou segura.


E não porque encobri meu medo.


E quando me calo, quero fazê-lo por amor.


E não por temer as conseqüências de minhas palavras.


Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.


Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.


Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.


Não quero impor algo aos outros,


pelo medo de que possam impor algo a mim.


Por medo de errar não quero tornar-me inativo.


Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,


por medo de não me sentir seguro no novo.


Por convicção e amor, quero fazer o que faço


e deixar de fazer o que deixo de fazer.


Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.


E quero crer no reino que existe em mim.

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