domingo, 31 de maio de 2009

Espelho

Meu irmão sempre pontua minha maneira de agir. Diz que dou abertura demais, não me coloco, não coloco limites na hora em que é pra colocar e, de repente, quando menos se espera, eu “despejo” tudo de uma vez ou então, o que é mais freqüente me afasto.
Como boa canceriana poucas vezes tenho resposta pronta. Preciso sempre digerir, assimilar, para só então me manifestar. Com isso, perco o momento certo, deixo de falar “na lata”. Aí o tempo passa e a mágoa fica. E fica a falha de comunicação, o mal entendido.

É engraçado quando a gente vê alguém com uma atitude igual à nossa! E pude ver isso na última quinta feira. O impacto da coisa, é que foi comigo. De repente tinha alguém na minha frente, me falando de um jeito, como se eu tivesse abusado da sua disponibilidade, da sua ajuda, enfim, alguém que estava se sentindo usado por mim. Logo por mim! Acho que sou uma das poucas pessoas que procura respeitar o espaço do outro. Principalmente quando se trata de um profissional! Sempre tenho o cuidado de não misturar relacionamento pessoal com profissional. Procuro sempre ser ética. Não uso o relacionamento, seja de amizade, parentesco, amoroso ou qualquer outro, para me beneficiar de um atendimento profissional sem o devido pagamento (em dinheiro, cheque ou cartão). Qualquer outra moeda, não paga serviço profissional, apenas cria dependência.

Meu pai sempre detestou a idéia de comprar a crédito e de dever favores. Eu não entendia. A gente aprendia na escola que o homem é um ser social, que uns dependem dos outros. Que nós só podemos sobreviver interagindo em sociedade. Hoje eu entendo! E procuro, na medida do possível, agir como ele.

Quando alguém lhe faz um favor, você adquire uma dívida. Você deve um favor! E pode ter a certeza de que será cobrado! Muito provavelmente, quando você menos esperar, e, pior, justamente quando não puder pagar! Ou, dependendo do favor, quando você estiver cansado demais pra qualquer coisa!

Então, “junto a fome com a vontade comer”: o respeito pelo profissional e a minha liberdade.

Egocêntrico e Auto centrado

Ao ouvir minha conversa sobre o egoísmo, meu sobrinho, do alto dos seus onze anos, “tascou” a pergunta:
- Tia, o que é egocêntrico?
- É aquele sujeito que pensa que só ele tem importância.
- Ahhhh! Tá.
Mais um pouco de conversa e ele me interrompe com outra pergunta:
- O que é auto-centrado?
- É o indivíduo centrado em si mesmo.
- Não é nãããooo! Você falou que esse cara aí é egocêntrico.
- Ai! Porque que eu comecei com isso!!!???
Egocêntrico age como se ele fosse o ator principal, e os todos os outros fossem figurantes, “escadas”. (é claro que aqui coube uma longa explicação sobre a diferença entre escada pra subir e escada no teatro e na TV, que também é pra subir (sentido figurado, é claro! (será???).
Ele se sente o umbigo do mundo, o que significa que ele pensa que o mundo gira ao redor dele. É vaidoso! Se alimenta de elogios. Se perde pela vaidade.
O auto-centrado é aquele que se conhece bem, ou pelo menos busca se conhecer. Ele não se deixa levar pelas ilusões, não precisa chamar a atenção sobre si, porque tem segurança daquilo que é. Ele é menos vulnerável aos falsos elogios e à rejeição. Não se impressiona com palavras. Procura sempre enxergar o que está por trás delas (das palavras). Não se lamenta. Procura aprender com os erros (os seus e os dos outros). É humilde, mas nunca se deixa humilhar. Fala pouco. Ouve mais. Ouve principalmente os gestos. Esses sim, falam mais que as palavras (já ouvi isso em algum lugar...).
- Ahnnn. Tá.

Penso...


Penso, logo existo! Será??
Penso muito, penso o tempo todo. Escrevo muito, em pensamento. Penso como se estivesse escrevendo. Então resolvi sair do conforto do pensar, e passar à ação. E comecei escrevendo.
Penso em escrever para os amigos. Penso em responder aos e-mails. Penso em escrever uma mensagem nos e-mails que encaminho para os meus amigos. Mas penso em..., em... e...
E pensei em escrever para todos vocês, meus amigos queridos. Pra dizer que amo vocês, que todos vocês fizeram e fazem muita diferença na minha vida.
Minhas "migas" queridas de Curitiba, quanta saudade! Me aguardem! Fui...
E a maneira que encontrei foi fazer esse blog, fazendo dele uma espécie de diário, falando do que sinto, do que vejo e do que faço. Assim escrevo para todos vocês!
Bjs
Maria Alice

domingo, 4 de janeiro de 2009

Forjando a Armadura

Nego submeter-me ao medo,


Que tira a alegria de minha liberdade,


Que não me deixa arriscar nada,


Que me torna pequeno e mesquinho,


Que me amarra,


Que não me deixa ser direto e franco,


Que me persegue,


Que ocupa negativamente a minha imaginação,


Que sempre pinta visões sombrias.


No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.


Eu quero viver, não quero encerrar-me.


Não quero ser amigável por medo de ser sincera.


Quero ser firme porque estou segura.


E não porque encobri meu medo.


E quando me calo, quero fazê-lo por amor.


E não por temer as conseqüências de minhas palavras.


Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.


Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.


Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.


Não quero impor algo aos outros,


pelo medo de que possam impor algo a mim.


Por medo de errar não quero tornar-me inativo.


Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,


por medo de não me sentir seguro no novo.


Por convicção e amor, quero fazer o que faço


e deixar de fazer o que deixo de fazer.


Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.


E quero crer no reino que existe em mim.