Meu irmão sempre pontua minha maneira de agir. Diz que dou abertura demais, não me coloco, não coloco limites na hora em que é pra colocar e, de repente, quando menos se espera, eu “despejo” tudo de uma vez ou então, o que é mais freqüente me afasto.
Como boa canceriana poucas vezes tenho resposta pronta. Preciso sempre digerir, assimilar, para só então me manifestar. Com isso, perco o momento certo, deixo de falar “na lata”. Aí o tempo passa e a mágoa fica. E fica a falha de comunicação, o mal entendido.
É engraçado quando a gente vê alguém com uma atitude igual à nossa! E pude ver isso na última quinta feira. O impacto da coisa, é que foi comigo. De repente tinha alguém na minha frente, me falando de um jeito, como se eu tivesse abusado da sua disponibilidade, da sua ajuda, enfim, alguém que estava se sentindo usado por mim. Logo por mim! Acho que sou uma das poucas pessoas que procura respeitar o espaço do outro. Principalmente quando se trata de um profissional! Sempre tenho o cuidado de não misturar relacionamento pessoal com profissional. Procuro sempre ser ética. Não uso o relacionamento, seja de amizade, parentesco, amoroso ou qualquer outro, para me beneficiar de um atendimento profissional sem o devido pagamento (em dinheiro, cheque ou cartão). Qualquer outra moeda, não paga serviço profissional, apenas cria dependência.
Meu pai sempre detestou a idéia de comprar a crédito e de dever favores. Eu não entendia. A gente aprendia na escola que o homem é um ser social, que uns dependem dos outros. Que nós só podemos sobreviver interagindo em sociedade. Hoje eu entendo! E procuro, na medida do possível, agir como ele.
Quando alguém lhe faz um favor, você adquire uma dívida. Você deve um favor! E pode ter a certeza de que será cobrado! Muito provavelmente, quando você menos esperar, e, pior, justamente quando não puder pagar! Ou, dependendo do favor, quando você estiver cansado demais pra qualquer coisa!
Então, “junto a fome com a vontade comer”: o respeito pelo profissional e a minha liberdade.
Ser Boazinha
Há 15 anos

Nenhum comentário:
Postar um comentário